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A ARTE DO TEATRO ENCANTA JOVENS DO SEMENTE DE CIÊNCIA

Os alunos dos cursos profissionalizantes do projeto Semente de Ciência tiveram uma experiência única proporcionada pela arte
Publicada em 28/04/2017
A arte do teatro

No dia 27 de março é comemorado o Dia Mundial do Teatro e, para prestigiar essa data, o Teatro Sesc-Senac Pelourinho realiza, desde 2006, o projeto “Viva Teatro! Viva o Circo!”, que já faz parte do calendário cultural do espaço. A comemoração da 11ª edição em 2017 teve na programação apresentações de espetáculo circense, peças e a exibição de um documentário, porém a mais significativa celebração aconteceu na plateia.

 

Alunos dos cursos profissionalizantes do projeto Semente de Ciência obtiveram uma experiência única proporcionada pela arte – a de iluminar a alma. O palco foi responsável por quebrar preconceitos e apresentar uma nova visão de mundo para jovens do subúrbio.

 

Aos 18 anos, Jadson Feitosa se diz um apaixonado pelo teatro e, apesar de ter ido poucas vezes a um espetáculo, já teve a oportunidade de conhecer os bastidores de uma produção teatral. O estudante assistiu a três apresentações do “Viva Teatro! Viva o Circo!” e se divertiu com o documentário “Ridículos” que mostra o processo de iniciação de um palhaço. “Vi parte do meu cotidiano neles. As caretas, as brincadeiras com os irmãos, foi muito engraçado”, relembra aos risos.

 

Questionado sobre o motivo de ter ido em todas as apresentações, Jadson disse considerar importante a vivencia com a arte e pretende passar esta paixão para os futuros filhos. “Incentiva a educação, a se desligar do mundo, das responsabilidades e não deixar o foco só no trabalho. É bom para se distrair”, contou.

 

Entre os diversos enredos, reflexões e ensinamentos, Jadson enxergou nos palhaços uma boa maneira de viver a vida e considerou este o maior aprendizado da experiência. “Era uma vida satisfatória, uma vida que dava prazer em viver. Eles não se comportavam como robôs que só funcionam no automático!, refletiu. Segundo Jadson, a vida satisfatório que ele deseja é aquela em que se coloca amor em tudo que se faz – “dinheiro é consequência do trabalho. O mais importante é fazer aquilo que se gosta”.

 

 

Formação além do profissional

 

Ao receber o convite para participar do projeto, a técnica de aprendizagem do Semente de Ciência, Beatriz Andrade, vislumbrou a chance de levar os jovens ao teatro, contato que muitos nunca tiveram. Segundo ela, a receptividade e interesse dos alunos em participar das atividades teatrais surpreendeu.

 

“Oportunizar a estes jovens a frequentar o espaço, que até então era tido como distante ou fora da realidade, foi um caminho para criar uma relação de pertencimento a este universo que é possível para todos, basta ter interesse”, disse Beatriz.

 

A falta de informações sobre espetáculos, os locais em que estão os teatros, horários e acessibilidade foram fatores citados como obstáculos para que este jovem do subúrbio tenha mais vivências com a arte, além da ideia de que ir a um espetáculo é “para gente rica”.

 

Para a mediadora cultural Danila Maia, a desconstrução deste pensamento foi elemento decisivo para o inicio da relação entre estes moradores do subúrbio e o teatro. “Particularmente fiquei bem emocionada quando muitos ao final, no último dia, ao despedir agradeceram com brilho nos olhos, com aperto de mãos e pediram para convidá-los mais vezes. Isso é muito potente! É muito forte! É a oportunidade mostrando que basta ter acesso, ter chance, as pessoas não desgostam de algo gratuitamente, as pessoas são condicionadas a gostar, a conhecer e a partir de então, elaborar suas próprias conclusões”, contou.

 

Danila exaltou a participação, estusiasmo e energia levada pelos alunos do Semente de Ciência. “De modo geral, o público AVSI chegou ao teatro com muita disposição, excitação e vontade de arte. São estudantes muito inteligentes, comunicativos, dispostos aos diálogo, e isso é muito bacana para o teatro, receber gente que pela primeira vez, ou não, chega ao teatro com "sede" e consequentemente alimenta o artista em cena, e dá sentido ao trabalho da equipe do teatro. É o que podemos chamar de público vivo, que responde, que troca com a cena, atento!”, disse.




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