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EX-JOGADOR DE FUTEBOL VENEZUELANO DRIBLOU AS DIFICULDADES E DEU INíCIO A UMA NOVA VIDA NO BRASIL

Miguel Arcangel foi um dos imigrantes interiorizados pelo projeto Acolhidos por meio do trabalho e agora vive em Santa Catarina
Publicada em 29/06/2020
Miguel na casa onde vive com a mãe, o irmão e a cunhada, em Seara (SC)

 

A vida esportiva começou cedo para Miguel Arcangel Blanco Rojas, mais precisamente aos quatro anos de idade, quando ingressou aos campos de treinamento da Venezuela para praticar o seu esporte preferido – futebol. Foram mais de trinta anos dedicados à profissão. Neste período atuou no Monagas Sport Club, time de futebol da cidade de Maturín, onde vivia. Ricardo, o irmão mais novo, relembra que Miguel viajou muito neste período. “Ele disputava muitos campeonatos, dava entrevistas e era um profissional muito atuante”, afirmou.

 

A situação foi se modificando com a crise econômica instaurada em seu país de origem nos últimos anos. De lá para cá, muitos impasses foram enfrentados. Miguel teve que driblar as dificuldades intercalando outras atividades ao esporte. Atuou como segurança por um período e em seguida trabalhou em companhias frigoríficas para se manter. Depois de um período difícil, Miguel deixou o sonho do futebol para trás e foi buscar no Brasil uma oportunidade melhor para viver.

 

Hoje, aos 50 anos, Miguel afirma que nunca perdeu a esperança por dias melhores. Casado e com um filho de 27 anos, Miguel deixou a família na Venezuela e veio para o Brasil. Ele morou por quase um ano na cidade de Boa Vista (RR), onde o irmão também estava com a esposa e a mãe. Em fevereiro deste ano, os dois foram selecionados para trabalhar em uma indústria catarinense na cidade de Seara (SC), onde a família toda foi interiorizada. A oportunidade surgiu através do projeto Acolhidos por meio do trabalho – numa parceria da AVSI Brasil e o Serviço Jesuíta para Migrantes Venezuelanos (SJMR).

 

Depois de três meses de experiência, os irmãos foram efetivados na empresa e a família já possui uma casa alugada. Miguel envia mensalmente ajuda financeira para a esposa, que ainda está na Venezuela. Já o filho do casal migrou para o Equador. Eles aguardam o fim da pandemia e a abertura da fronteira entre os países para poder se reencontrar novamente. “Sou muito grato pelo que conquistei aqui no Brasil. Minha expectativa agora é seguir trabalhando para proporcionar uma vida boa para minha família”, afirma o venezuelano que não perdeu o amor pelo futebol. A companhia que o contratou já avisou que após o período de isolamento social, ele será incluído no time de futebol da empresa, quando ele poderá voltar a fazer muitos gols.

 

O projeto

 

O Acolhidos por meio do Trabalho é um projeto implementado pela AVSI Brasil e Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), com o envolvimento da Fundação AVSI e AVSI-USA e financiado pelo Departamento de População, Refugiados e Migração (PRM) do Governo dos Estados Unidos. Para conhecer mais sobre o projeto acesse: https://bit.ly/2v2EJzq



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