O Programa Ciranda Viva, atua no desenvolvimento de crianças, adolescentes e famílias em comunidades rurais de Catu – BA. A iniciativa promove educação, esporte e fortalecimento comunitário em territórios com acesso limitado a oportunidades educacionais e sociais.
Ao longo do ano, o Ciranda Viva impactou 1.881 pessoas direta e indiretamente. Deste total, 257 são crianças, adolescentes, mães, empreendedoras e professores que participaram diretamente das atividades, enquanto 1.621 são familiares e alunos dos professores capacitados que foram beneficiados de forma indireta, ampliando o alcance das ações nas comunidades atendidas.
Mesmo enfrentando desafios como o difícil acesso a algumas localidades, o programa alcançou resultados expressivos. Entre eles, destaca-se 0% de evasão escolar entre as crianças participantes e 95% dos pais e responsáveis relatarem maior engajamento dos filhos com a escola.
Os impactos também podem ser percebidos nas histórias dos próprios participantes. A adolescente Dominique Gregória, de 16 anos, conta as mudanças em sua rotina de estudos: “O Ciranda Viva me ajudou a desenvolver mais a leitura. Eu não tinha o hábito de ler e agora aprendi a gostar, além do programa me ajudar em matemática”.
Para jovens que cresceram acompanhando as atividades do programa, o Ciranda Viva representa também novas perspectivas de futuro. O ex-beneficiário e estagiário do projeto Tainan Teles afirma que a experiência mudou suas expectativas de vida: “Se não fosse o programa Ciranda Viva, eu seria um jovem totalmente sem perspectiva de estudos. O programa me fez sonhar e hoje sei que posso realizar”.
Desde sua implementação, as lideranças locais relatam maior diálogo com a comunidade e 100% dos entrevistados reconhecem o impacto positivo do programa na educação local.
Para Jiceliene de Jesus, integrante do comitê gestor de Cassarongongo, a participação da comunidade fortalece os resultados das ações: “Fazer parte desse comitê é uma oportunidade de acompanhar e monitorar as ações com responsabilidade, sempre focada nos melhores resultados para nossas crianças”.
O programa também mobilizou 178 padrinhos voluntários que apoiaram ações de reforço escolar e acompanharam o desenvolvimento das crianças. Para Lutiano Castro, padrinho voluntário de um dos participantes, o vínculo criado é transformador.
“Ser padrinho voluntário é perceber o quanto um simples gesto de atenção pode fortalecer a autoestima de uma criança e mostrar que ela não está sozinha em sua caminhada”, afirma Castro.
O programa também gerou impactos positivos na economia local. O projeto Mulheres Empreendedoras — hoje responsável pelo fornecimento do lanche do projeto — registrou aumento de 50% na renda das participantes, fortalecendo a autonomia financeira das famílias.
É o caso de Damiana Ferreira, que encontrou no projeto uma nova oportunidade de estabilidade financeira: “Antes do projeto eu passava por dificuldades, mas hoje, com a renda que recebo do trabalho na cozinha, consigo pagar minhas contas em dia e fazer planos para o futuro”.
O programa também ampliou o espaço da sede e realizou melhorias na associação da comunidade de Baixa de Cinzas. As mudanças permitirão ampliar as atividades de reforço escolar e o atendimento às crianças.
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