A Casa Bom Samaritano participou do evento em alusão ao Dia Mundial do Refugiado promovido pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Universidade de Brasília (UnB). O encontro reuniu representantes de instituições que atuam na proteção, acolhida e integração de pessoas refugiadas e migrantes no Distrito Federal.
O centro de acolhida foi representado por Graziella Guimarães, coordenadora da Casa Bom Samaritano, que integrou a mesa temática “Da Proteção à Integração Local: Desafios e Possibilidades para a População Refugiada no DF”. O debate abordou experiências e desafios relacionados à garantia de direitos e à construção de oportunidades para pessoas em situação de refúgio.

O aumento dos fluxos migratórios e de refúgio tem ampliado a necessidade de iniciativas voltadas à acolhida e à integração local. Dados do relatório Refúgio em Números 2025, produzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontam que o Brasil recebeu mais de 454 mil solicitações de reconhecimento da condição de refugiado entre 2015 e 2024. Somente em 2024, foram registradas 68.159 solicitações e 13.632 pessoas tiveram sua condição de refugiadas reconhecida pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Os venezuelanos seguem entre os principais grupos que buscam proteção no país, cenário que reforça a importância de iniciativas de acolhida e integração em diferentes regiões brasileiras.
Em Brasília – DF, a Casa Bom Samaritano integra essa rede de proteção ao apoiar refugiados e migrantes venezuelanos em seu processo de integração socioeconômica e reconstrução de suas trajetórias de vida. O trabalho é realizado por meio do projeto Acolhidos por Meio do Trabalho, desenvolvido pela AVSI Brasil em parceria com o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH).

A participação no evento foi uma oportunidade para compartilhar aprendizados construídos no cotidiano da acolhida e contribuiu com reflexões sobre caminhos para fortalecer a integração local de pessoas refugiadas. O encontro também reuniu representantes da Defensoria Pública da União, do ACNUR, da Universidade de Brasília, da rede socioassistencial do Distrito Federal e pessoas refugiadas que compartilham suas experiências.
“Participar deste debate foi uma oportunidade valiosa para compartilhar a experiência da Casa Bom Samaritano e, ao mesmo tempo, aprender com outras iniciativas que atuam na proteção e integração de pessoas refugiadas. A integração local é um processo que exige o envolvimento de toda a sociedade, e espaços como este fortalecem o diálogo, a construção de parcerias e a busca por soluções que garantam dignidade, autonomia e oportunidades para quem está reconstruindo sua vida no Brasil.” afirma, Graziella Guimarães.