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JOVENS VENEZUELANOS FALAM SOBRE SUAS EXPECTATIVAS E SONHOS NO BRASIL

Frederit, Raul e Anamar são três jovens venezuelanos que tiveram suas vidas ligadas a partir do projeto Acolhidos por meio do trabalho
Publicada em 22/05/2020
Frederit, Anamar e Raul se conheceram ao ser interiorizados para Santa Catarina em Feveiro

 

Buscar uma oportunidade de trabalho e garantir melhores condições para a família foi o desejo em comum de Frederit, Raul e Anamar, três jovens venezuelanos que migraram para o Brasil em períodos diferentes e hoje já conseguem traçar novos planos para o futuro.

 

No início de 2020 os três estavam em Boa Vista (RR), a procura de emprego, quando foram selecionados para trabalhar em um frigorífico na região Sul do país. A oportunidade surgiu por meio do projeto Acolhidos por meio do trabalho, que é destinado para migrantes e refugiados venezuelanos, além de brasileiros em situação de vulnerabilidade. O projeto é implementado pela AVSI Brasil e a ação contou com a parceria do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR).

 

Frederit concluiu o ensino médio agropecuário na Venezuela e está no Brasil há dois anos. Ele diz que antes da crise em seu país, tinha uma vida muito boa e estava concluindo os estudos, porém teve que deixar tudo para trás para procurar uma nova chance no Brasil. “Daqui para frente pretendo ter a minha casa própria, com uma esposa e que possamos levar uma vida perfeita”, afirma o jovem.

 

A jovem Anamar cursava o terceiro semestre de Educação Física, quando a crise chegou e não conseguiu mais pagar o curso por falta de trabalho. Ela deixou o filho de dez anos junto com sua mãe e seu irmão na Venezuela.  Hoje a sua meta é seguir adiante trabalhando, com muita responsabilidade, para conseguir trazer o filho para o Brasil. “Quero ver ele desfrutar as paisagens lindas do Brasil e morar comigo em Santa Catarina, que é um estado muito bonito. Também sonho em terminar meus estudos em Educação Física”, completa.

 

Já Raul Alexsander trabalhava como mineiro na Venezuela, onde deixou um filho e veio para o Brasil há sete meses.  Segundo Alexsander, a crise em seu país exigiu que ele procurasse um novo trabalho para tentar melhorar a situação econômica da sua família, por isso resolveu migrar para o Brasil. “Sair da Venezuela foi doloroso, mas eu tinha que procurar uma situação econômica melhor para poder sustentar a minha família. Hoje a expectativa é seguir trabalhando e, quem sabe, prosperar com um negócio próprio”, conta o venezuelano.

 

O Acolhidos por meio do trabalho disponibiliza acomodação temporária por alguns meses para a pessoa contratada, além de garantir uma assistente social neste período para ajudar a adaptação dos venezuelanos junto à população local. Foi neste momento que Frederit, Raul e Anamar se conheceram, pois além de novos colegas de trabalho, eles também dividiram a acomodação temporária, um apartamento na cidade de Xanxerê (SC). Agora, depois de três meses de convivência e adaptação profissional, os três resolveram juntos alugar um novo espaço para morar.



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