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CASAL VENEZUELANO AGUARDA A CHEGADA DO PRIMEIRO FILHO BRASILEIRO NA FAMíLIA

A família foi interiorizada em fevereiro através do projeto Acolhidos Por Meio do Trabalho
Publicada em 13/07/2020
Luis em frente a casa que alugou em Arvoredo; e esposa grávida juntos dois seus 2 filhos

 

Luis Daniel é um venezuelano que desempenhou diversos trabalhos em seu país de origem. Ele já trabalhou em fazenda, cuidando de animais; já foi mecânico industrial e também açougueiro. Com um perfil cheio de habilidades, quando saiu da Venezuela, Luis pensava em procurar uma oportunidade para refazer a vida ao lado da esposa e de dois filhos pequenos, já que o que recebia em seu país não proporcionava mais o sustento da família.

 

Logo que chegou ao Brasil, Luis e sua família ficaram um curto período em Pacaraima (RR), e depois seguiram para Boa Vista (RR), onde ficaram por cerca de cinco meses abrigados no centro de acolhimento Rondon 1.

 

A esposa, Yuceirppis, relata que o marido saía do abrigo todos os dias a procura de um emprego. “Às vezes eu e as crianças também íamos junto com ele. Saíamos no sol, caminhávamos por algum tempo”, relembra.  A oportunidade de morar em um novo lugar com emprego garantido veio através de uma parceria entre o Serviço Jesuíta para Migrantes Venezuelanos (SJMR) e a AVSI Brasil, com o projeto Acolhidos por meio do trabalho – destinado a migrantes venezuelanos e brasileiros em situação de vulnerabilidade social.

 

Depois de realizar uma entrevista e passar na seleção da empresa, Luis foi interiorizado com a família para trabalhar na cidade de Seara, no interior de Santa Catarina. Nos primeiros três meses a família contou com uma acomodação temporária, proposta pelo Acolhidos por meio do trabalho, além do acompanhamento de uma assistente social para ajuda-los na integração com a comunidade local.

 

Passado o período de experiência, a família conseguiu alugar uma casa na cidade de Arvoredo, distante 25 quilômetros de Seara. Lá eles também ajudam a cuidar dos animais que são do proprietário do terreno. “Nossa vida está muito boa. As crianças têm espaço para brincar e dão milho para as galinhas. Além disso, contamos com uma boa vizinhança e o serviço de saúde é muito bom”, avalia Yuceirppis.

 

Agora Luis espera adquirir um terreno ou uma casa e continuar trabalhando para garantir um futuro melhor para a esposa e os três filhos, já que Yuceirppis está gravida de seis meses. “Me sinto orgulhosa, pois serei mãe de um brasileiro”, diz a venezuelana. O casal também espera a abertura da fronteira entre os dois países para que possa rever os parentes, que ainda estão na Venezuela.

 

“Somos muito gratos ao povo brasileiro pela acolhida. Principalmente ao Serviço Jesuíta e a AVSI Brasil, que nos ajudou desde quando estávamos em Roraima”. Eles também guardam lembranças de alguns colaboradores que os ajudaram com a adaptação no Brasil. “A Gabriela (assistente social em Seara) e o Leandro (coordenador/AVSI do abrigo Rondon 2) são pessoas excelentes. Nos trataram como iguais e somos muito gratos por tudo o que fizeram. Deus nos deu essa oportunidade de viajar para Santa Catarina e já temos um amor muito grande por esse país”, contam emocionados.

 

 

O projeto

 

O Acolhidos por meio do trabalho é implementado pela AVSI Brasil e Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), com o envolvimento da Fundação AVSI e AVSI-USA e financiado pelo Departamento de População, Refugiados e Migração (PRM) do Governo dos Estados Unidos.



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