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59 MIGRANTES VENEZUELANOS CHEGAM A SANTA CATARINA PARA UM RECOMEçO A PARTIR DE OPORTUNIDADES DE EMPREGO

O grupo, formado por refugiados e solicitantes de refúgio ou residência no Brasil, estava abrigado em Roraima e serão interiorizados numa parceria entre organizações sociais e a Operação Acolhida
Publicada em 07/10/2020

 

Um grupo com 59 migrantes venezuelanos irá desembarcar em Santa Catarina neste mês, para iniciar uma nova fase a partir de oportunidades de emprego no Sul do pais. Eles estavam abrigados em centros de acolhimento em Boa Vista (RR). Trinta e um deles foram contratados para trabalhar numa indústria de alimentos na região de Seara (SC), no Oeste catarinense, e um venezuelano segue viagem para Frederico Westphalen (RS), onde irá trabalhar numa empresa de peças mecânicas. As outras 27 pessoas são acompanhantes familiares. A viagem da capital roraimense para Chapecó (SC) será realizada com o apoio da Organização Internacional de Migração (OIM).

 

As oportunidades de empregos surgiram a partir de uma parceria entre as empresas contratantes - que abriram os processos seletivos em Boa Vista (RR) –  o Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados (SJMR Brasil) e a AVSI Brasil, que gerencia sete abrigos para migrantes e refugiados na região. A AVSI acompanhou as entrevistas dos venezuelanos e viabilizou a interiorização do grupo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, através do projeto Acolhidos por meio do trabalho.  

 

Segundo a gerente do projeto, Thais Braga, uma parte do grupo irá residir na cidade de Seara (SC), um grupo menor, na cidade de Itá (SC), a aproximadamente 21 quilômetros. Além deles, uma família segue para a cidade de Frederico Westphalen (RS). “Sabemos que essa transição merece toda atenção, já que essas pessoas estão saindo de Boa Vista e não contam com recursos para arcar com aluguel ou outras despesas neste momento. Por isso, garantimos um acompanhamento de três meses, para que eles consigam economizar seus proventos e, a partir do quarto mês, consigam sua autonomia definitiva”, explica. O projeto também prevê a atuação de uma assistente social que fará o acompanhamento junto aos grupos por três meses, visando apoiar com a integração local e com a empresa.

 

Para o diretor nacional do Serviço Jesuíta, Pe. Agnaldo Júnior, "as ações realizadas em parceria são capazes de produzir um resultado muito melhor e garantir um impacto transformado de maior duração. Por isso apostamos nesse trabalho conjunto com a AVSI. Esperamos que os migrantes e refugiados aproveitem bem essa oportunidade e possam viver em melhores condições, juntamente com suas famílias", ressaltou

 

Todos os novos contratados começam as atividades em outubro. Eles já concluíram as etapas do processo seletivo e estão com as documentações e vacinas em dia. Além disso, os migrantes também passaram por exames da Covid-19 e devem cumprir um período de quarentena antes das atividades laborais. As empresas contratantes preveem políticas e procedimentos de segurança e proteção da saúde dos colaboradores, por isso vem adotando todas as medidas preventivas em suas operações, como limpeza, controle de higienização, aferição de temperatura diária e protocolos de distanciamento.

 

Este é o segundo grupo interiorizado pelo projeto Acolhidos por meio do trabalho no estado. Em fevereiro a AVSI Brasil e o Serviço Jesuíta intermediaram a chegada e monitoraram o acompanhamento de 87 venezuelanos para a região, durante três meses. Depois disso, todos já deixaram as acomodações temporárias e residem na região com recursos próprios. “Nossa avaliação do primeiro grupo é altamente positiva. Os venezuelanos se adaptaram bem à cidade e elogiam muito o acolhimento que receberam, tanto na empresa onde trabalham, como em suas comunidades”, observa Thais.

 

 

A chegada

 

Os migrantes irão desembarcar no aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, em voos e dias alternados. 47 chegam na próxima quarta-feira (7), em voos previstos no período da manhã e da tarde. Ao desembarcarem, todos serão conduzidos para as residências temporárias, em Seara e Itá, com transporte fornecido pela empresa. Já outro grupo, com nove pessoas, tem chegada prevista para o final do mês. Uma família com três integrantes chega no dia 9 de outubro e segue viagem para Frederico Westphalen (RS). A locomoção também está prevista pela empresa contratante. Todos os grupos serão assistidos pelo projeto Acolhidos por meio do trabalho.



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