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JOVENS APRENDIZES PARTICIPAM DE OFICINA SOBRE A BELEZA DO COTIDIANO

Inspirados pelas belezas do Centro Histórico de Salvador, os alunos fizeram uma poesia coletiva com relatos da rotina
Publicada em 23/03/2017

 

Redescobrir a beleza da rotina, do comum. Este foi o exercício feito pelo grupo de Jovens Aprendizes do projeto Semente de Ciência na oficina "Ressignificando o cotidiano", do Laboratório de Educação Digital: Museu Arte e Cultura.

Rodeados pelas belezas do Centro Histórico de Salvador, a turma foi convidada a enxergar os encantos e as singularidades de uma ação tão comum no cotidiano: ir ao trabalho ou a escola. Juntos, os jovens construíram uma poesia com relatos da rotina.

 

Na segunda etapa da oficina, o grupo foi convidado a capturar imagens usando uma filmadora que desse sentido a poesia em formato de vídeo. O objetivo era colocar em prática este novo olhar sobre a vida. O trabalho resultou três produções audiovisuais de extrema sensibilidade.

 

Para a Jovem Aprendiz Taiane Santos a experiência foi importante e divertida. “Aprendi a reparar em fatos da minha rotina que passavam despercebidos”, conta. Taiane também demonstrou empolgação pela primeira experiência com uma produção audiovisual. “Foi divertido elaborar um vídeo, e com os amigos foi ainda melhor”, afirma.

 

Marina Lima, ministrante da oficina, se identificou, desde o início, com a turma de Jovens Aprendizes do projeto Semente de Ciência. Moradora do Subúrbio Ferroviário, Marina contou que iniciou a vivência profissional em ações semelhantes as desenvolvidas pela AVSI Brasil. Segundo ela, a poesia sempre esteve presente na sua vida e foi através desta arte que veio o momento mais emocionante do trabalho feito com os jovens.

 

“Uma das partes que mais me emocionou foi à criação da Poesia Coletiva, através de uma pratica de escrita criativa. Aos poucos fui percebendo alguns elos. O mar era o mais forte entre todos. Saíram versos maravilhosos”, conta Marina.

 

 

A coordenadora Ana Cristina Melo aproveitou a mostra dos trabalhos para trocar experiência com os jovens e incentivar uma nova visão de mundo e de realidade. “A vida não é perfeita e precisamos batalhar. Isso quer dizer dar significado ao que fazemos, ao nosso trabalho. Nem sempre conseguimos, desde sempre, exercer uma função que amamos, mas é necessário enxergar a beleza de onde estamos”, explica.

 

Responsável por organizar a participação dos jovens na oficina, a técnica de aprendizagem do projeto Semente de Ciência, Beatriz Andrade, considerou a experiência positiva para o desenvolvimento de outras competências além das técnicas, como a evolução pessoal.

 

“O trabalho exercido pelo LabDIMUS foi excelente para a valorização do trabalho em grupo. A união e a interatividade também foram observados nos alunos. Eles se engajaram em uma atividade que está fora do contexto de empregabilidade, mas significativa muito para a vida e a formação pessoal”, afirma Beatriz Andrade.

 

Leia abaixo a poesia coletiva elaborada pelos Jovens Aprendizes

 

“Ao decorrer da caminhada me lembro de uma cena. que jamais vou esquecer.

Quando eu saio de casa
 eu vejo meus vizinhos.
Ao amanhecer uma oportunidade de sonhar.
Tem dias que eu não consigo nem pensar, mas tem dias que não dá
o que a raiva está no lugar.
O som da árvore que sacode com o vento.
Vendo na rua criança felizes a brincar.
Vejo a inocência no rosto da criança
que não pediu para nascer.
Vejo pessoas, vejo o mar, ouço buzinas, a menina que ri com o sorriso sereno.

Fico tão feliz
que fico com vontade de chorar.
As horas vão passando quando converso com Tainá a conversa fica tão boa
que a gente nem vê o tempo passar.

Quando saio de casa e olho para baixo
Eu consigo ver a beleza do mar.

Quando saio de casa e olho para o céu
eu consigo ver o quão belo é a lua.

Em meio à ansiedade, a pressa e a correria
 Não me deixe de pedir a Deus um bom dia.
Quando acordo sinto aquele vento salgado das águas pretas que pertence o mar.

Quando durmo sempre sonho com o futuro.

Me benzo sempre que saio de casa.

Quando acordo vejo o sol.

No trabalho escuto muita música

Pequenas coisas faz a pequenez de um homem tornar-se grande
Uma árvore em meio aos concretos
em meio aos corações duros
Vejo o Farol da Barra, a melhor vista que existe o mar
o pessoal que madruga na fila

Ao subir o Largo do Tanque vejo uma parte de Salvador”



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